Take it or leave it? Well...

Estou desistindo do Rio.
Nunca gostei daqui, mas é onde eu nasci e sempre vi como um lugar pra se voltar. Será mesmo?
O fato de ter algo na cidade/estado não implica no fato de eu ter de morar aqui e o fato de eu ter todos os tipos de amigos não implica que eu goste de vários ambientes.
Confesso que é no Rio que meu lado humano aflora, pois gostaria de fazer o que um infeliz pedante chamou de “Assistencialismo”, mas também não acredito que a cidade/estado vá evoluir só por causa de dois eventos mundiais  que ocorrerão daqui há  quase uma década.
Quero sair do Rio, sim... Mas não pelos motivos dados por uma amiga minha, que é euroentusiasta ou pelos de minha mulher, que odeia grandes cidades como o Rio. Sou cosmopolita, sem delírios. Penso numa evolução merecida, em sair de uma zona de guerra e não precisar mais ouvir tiros nem ter cuidado na rua, onde evito a todo custo de andar com relógios, celulares mais caros e aparelhos eletrônicos. Preciso da paz de saber que minha casa nunca será roubada, me obrigando e que por isso, não serei obrigado a recomeçar tudo do zero mais uma vez.
Sei que tem pessoas maravilhosas e bem-intencionadas lutando por suas vidas da maneira que conseguem nos lugares que temo e quero evitar, mas também sei que é o meu direito querer olhar pra cima e não para baixo.
Eu mereço mais! E esta não é uma frase soberba, principalmente pode ser de alguém cansado de “dar murro em ponta de faca”. Se a felicidade existe, buscá-la é um direito. A menos que você sofra de “Síndrome de Estocolmo” e tenha um algoz extremamente competente nas funções extracurriculares.
Cada um tem conceitos bem pessoais do que é “certo”. Este é o meu. Se incomoda, não posso fazer nada. Alguns também me incomodam e eu tenho de entrar mudo e sair calado. É a minha vida pessoal, o único cômodo da casa que não aceita intrometidos.
Não pretendo romper os poucos laços de amizade que tenho, mas também sei que todos estão tão pulverizados que podemos até nos tornar vizinhos de alguns.
É só uma questão de tempo.
Rio? Já deu!

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    About Me

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    Sou Alexandre D’Assumpção. Roteirista, letrista, escritor, fotografo, professor de roteiros para quadrinhos TV e Cinema e Podcaster. Quando ninguém está olhando ainda brinco de assistente de direção e locutor amador.  Por motivos nada nostálgicos, evito a frase: Pau pra toda obra, mas o conceito me serve.

    Participei de fanzines de 1988 a 2000 (O Covil e Ponto de Fuga foram os mais constantes, mas já fiz outros). Quando resolvi seguir carreira solo acabei sendo Ghost Writer de vários projetos que infelizmente nunca poderei divulgar. Atuei como revisor de narrativa e tradutor de outros e ainda me envolvi com o Estúdio Tony Carson, um dos primeiros a negociar artistas nacionais para a Europa. O sonho do álbum belga não deu muito certo, mas esta miséria teve muitas companhias. Muitos da nossa geração caíram nessa.  Em 1998 publiquei crônicas no jornal online B Connection. Em 2001, as crônicas se tornaram um blog que foi descontinuado em 2008. Sou inquieto e queria novos desafios.

     Em 1999, produzi o livro independente Lilith. Entre 2007/8 redigi editorias motivacionais para o Jornal do Comércio de Itaperuna.  Kátia Libório, minha parceira na música O Rosa Oculto, era uma das donas.  Sou um membro errante do movimento multimídia Multiverso e escrevi a música Cânhamo, que foi gravada por Chico Mallagucchi. De 2002-2006, desenvolvi vários conceitos e roteiros para o personagem The Scarab do desenhista Stefanni Renée que seria negociado com editoras do exterior. Em 2007/8 fui roteirista de duas histórias curtas da Zona Zen de Nestablo Ramos Neto, além de ter feito o roteiro de uma das duas partes do encontro de Crazy Mary de Alessandro Scrigolli com o Escorpião de Prata de Eloyr Pacheco.  Em 2013 repeti a parceria com Nestablo no álbum Histórias da Bíblia – Adão e Eva. Desde 2014 ministro a Oficina de HQ Digital no Colégio Minas Gerais e participo do Coletivo NCT – NOVOS CLÁSSICOS DO TERROR. Em 2015 entrei para o coletivo Casa do Medo e comecei a dar aulas de roteiro no IP Studio.  Como membro da Casa do Medo participei do projeto Paixão de Ler da Prefeitura do Rio de Janeiro e fui um os contistas do livro Rio: Cidade do Terror e do Medo, publicado pela editora Guardião. Além disso, sou um dos redatores do site Impulso HQ e ofereço projetos de oficinas pela minha empresa, a Iniciativa Gambate.

     A verdade é que independente dos dissabores que me levaram a tentar os famosos trabalhos de adulto, a cultura Pop é a mais sedutora de todas as putas. Sempre há histórias que precisam ser contadas. E é quando ela me puxa de volta ao seu mundo.  Feliz ou infelizmente, estou mais velho e seletivo quanto aos projetos. Prefiro os pagos, mas aceito propostas interessantes, diferentes e desafiadoras. Sou um contador de histórias e participo daquilo que tiver afinidade.  Não compro lutas, principalmente as que não me levarem pra frente.  Discursos ideológicos, filosóficos ou de vítima saíram de moda com a queda da ditadura.  Sou um homem com mais quarenta vivendo perto do fim da segunda década dos anos 2000 e minha prioridade é pagar as contas.

    Bem, este sou eu. Quem é você?

Este é o Sumpa sabe. Não quero ser seu amigo, só que você leia e pense. Se algo do que eu digo te incomodar o problema é seu, você veio porque quis. Agora, se as idéias te tocarem... Podemos conversar a respeito.

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