Sobre relacionamentos

Não sou entusiasta de relacionamentos fixos, mas dependendo da pessoa, é um preço a se pagar para que ela não desapareça.
Morar junto é uma arte que poucos conseguem mestrear. Confesso que não sou um desses santos, afinal...  Duas tentativas e um desastre depois eu continuo tentando entender o que não ofende o sexo oposto e o quanto é necessário se limitar para mantes bons relacionamentos. Bons relacionamentos ou escolhas erradas? Afinal, se não é com os opostos que nos sentimos bem, a frase é só mais um bordão conformista.
Opostos eram atraentes porque havia uma diferença de comportamentos, metas e vontades entre os sexos. Bem, estamos em 2010, as mulheres se liberaram, mas  a não ser quando e onde nos convém, continuamos querendo que elas se comportem como antes.
Nas minhas muitas perolas em papos com amigos, comentei que mulheres espelham as mães e avós, enquanto homens continuam o que sempre foram. E esse é o grande problema dos relacionamentos longilíneos: A frivolidade masculina. Raros são os que não querem experimentar outros sabores e raras são as mulheres que não tem todas as opções da sorveteria a sua disposição (se quiserem), mas que se limitam quando estão num relacionamento. Homens limitados, mulheres castradas, casais que traem felizes para sempre.
Precisa ser assim? Claro que não. Existem pessoas felizes com o formato. Pessoas que fazem do relacionamento um tipo de Champion Watch, que muda todo o tempo para satisfazê-los. Vivo, sem neuras e sem necessidade de olhar para o lado. A minoria satisfeita que achou o que realmente procurava ou que soube transformar a coisa num “nós” gostoso.
São esses casais que todos gostariam de ser que mantém a fé dos poucos que acham este formato possível. Apesar de todas as diferenças enfadonhas, mentalidade do tempo da avó, das carências desgraçadamente sufocantes e de briguinhas devido a uma falsa compreensão conveniente.
Hoje em dia, só os co-dependentes (e os espertos) são entusiastas deste formato, pois podem ter alguém o tempo todo para servir de espelho das suas neuroses. Alguém que apesar da total falta de afinidades tentarão mudar até a pessoa perder a identidade e se tornar um genérico satisfatório num relacionamento que poderia ser com qualquer outra pessoa.

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    About Me

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    Sou Alexandre D’Assumpção. Roteirista, letrista, escritor, fotografo, professor de roteiros para quadrinhos TV e Cinema e Podcaster. Quando ninguém está olhando ainda brinco de assistente de direção e locutor amador.  Por motivos nada nostálgicos, evito a frase: Pau pra toda obra, mas o conceito me serve.

    Participei de fanzines de 1988 a 2000 (O Covil e Ponto de Fuga foram os mais constantes, mas já fiz outros). Quando resolvi seguir carreira solo acabei sendo Ghost Writer de vários projetos que infelizmente nunca poderei divulgar. Atuei como revisor de narrativa e tradutor de outros e ainda me envolvi com o Estúdio Tony Carson, um dos primeiros a negociar artistas nacionais para a Europa. O sonho do álbum belga não deu muito certo, mas esta miséria teve muitas companhias. Muitos da nossa geração caíram nessa.  Em 1998 publiquei crônicas no jornal online B Connection. Em 2001, as crônicas se tornaram um blog que foi descontinuado em 2008. Sou inquieto e queria novos desafios.

     Em 1999, produzi o livro independente Lilith. Entre 2007/8 redigi editorias motivacionais para o Jornal do Comércio de Itaperuna.  Kátia Libório, minha parceira na música O Rosa Oculto, era uma das donas.  Sou um membro errante do movimento multimídia Multiverso e escrevi a música Cânhamo, que foi gravada por Chico Mallagucchi. De 2002-2006, desenvolvi vários conceitos e roteiros para o personagem The Scarab do desenhista Stefanni Renée que seria negociado com editoras do exterior. Em 2007/8 fui roteirista de duas histórias curtas da Zona Zen de Nestablo Ramos Neto, além de ter feito o roteiro de uma das duas partes do encontro de Crazy Mary de Alessandro Scrigolli com o Escorpião de Prata de Eloyr Pacheco.  Em 2013 repeti a parceria com Nestablo no álbum Histórias da Bíblia – Adão e Eva. Desde 2014 ministro a Oficina de HQ Digital no Colégio Minas Gerais e participo do Coletivo NCT – NOVOS CLÁSSICOS DO TERROR. Em 2015 entrei para o coletivo Casa do Medo e comecei a dar aulas de roteiro no IP Studio.  Como membro da Casa do Medo participei do projeto Paixão de Ler da Prefeitura do Rio de Janeiro e fui um os contistas do livro Rio: Cidade do Terror e do Medo, publicado pela editora Guardião. Além disso, sou um dos redatores do site Impulso HQ e ofereço projetos de oficinas pela minha empresa, a Iniciativa Gambate.

     A verdade é que independente dos dissabores que me levaram a tentar os famosos trabalhos de adulto, a cultura Pop é a mais sedutora de todas as putas. Sempre há histórias que precisam ser contadas. E é quando ela me puxa de volta ao seu mundo.  Feliz ou infelizmente, estou mais velho e seletivo quanto aos projetos. Prefiro os pagos, mas aceito propostas interessantes, diferentes e desafiadoras. Sou um contador de histórias e participo daquilo que tiver afinidade.  Não compro lutas, principalmente as que não me levarem pra frente.  Discursos ideológicos, filosóficos ou de vítima saíram de moda com a queda da ditadura.  Sou um homem com mais quarenta vivendo perto do fim da segunda década dos anos 2000 e minha prioridade é pagar as contas.

    Bem, este sou eu. Quem é você?

Este é o Sumpa sabe. Não quero ser seu amigo, só que você leia e pense. Se algo do que eu digo te incomodar o problema é seu, você veio porque quis. Agora, se as idéias te tocarem... Podemos conversar a respeito.

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