A todos que dançaram "Florentina"

Nunca fomos tão brasileiros. É sério.  Se um palhaço (literalmente) virou nosso deputado federal mais votado, somos nós que devemos vestir o nariz vermelho.
Você está feliz?
Seja como voto de protesto, como uma piada ou pelo simples fato de ter alguma afinidade com a origem popular do Tiririca, muita gente votou nele.  Mais de 1 milhão de votos e arrastando um monte de candidatos indesejáveis na legenda.
Era isso que você queria?
Sim, sou preconceituoso.  Não acredito que gente como ele, Simony, Ronaldo Ésper e as mulheres melão e pera tenham tido outra função além de serem... Pitorescos. Não, desculpa. Eles serviram de cortina de fumaça também.
Parabéns! Você deixou de votar em gente que realmente poderia ter feito alguma diferença.  Gente como o Marcelo Veras aqui do Rio, que tem um bom trabalho com os camelôs.  É, os camelôs...  Nem todos são da máfia chinesa ou donos de todas as barracas de um bairro. Alguns são pobres e vivem de salário. Muito vivem abaixo da linha da pobreza e ainda apanham (no Rio) de uma guarda municipal violenta e cheia de empáfia. Guardas vindos das mesmas origens que os espancados e que se não fosse esse emprego também seria camelô, pedreiro e todos os etc. que você imaginar.
Uma reforma social envolve todos os degraus da escada e oferecer emprego e sustento é algo que elimina muitos dos problemas que ainda explodem nas nossas caras e nenhuma UPP ou Bope vai resolver, afinal de contas, causar o medo não instiga sonhadores. Se você tem algum poder aquisitivo, o mundo ao seu redor melhora. O mundo do seu quintal.  E isso vai ocupar tanto a sua cabeça que não vai ter tempo para pensamentos idiotas. Por mais ridículo que pareça, tem gente retendo a geração de empregos e de escolas para ter o que prometer/criticar nas eleições.
O Marcelo é só um exemplo meu que pode ser substituído por qualquer conhecido cujo trabalho você aprova e elogia, mas que não entrou. Gente que faz não esses políticos de carreira ou os novatos deslumbrados que não passam de balões de gás.  
Mas já que você votou no tiririca, me diga: O que ele vai fazer por você?
Não seria o momento de repensar e ver como fazer a política funcionar a seu favor? Teoricamente eles estão lá para te ajudar. Você é que não sabe votar.  Não está na hora de contrariar o Pelé e aprender?
Acho que até o Tiririca concordaria. Se ele soubesse ler, claro. 

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Sacos azuis, gatos laranja...

Não há como negar a humanidade nos animais, mas  há como negar a bestialidade humana. Alguns gatos podem se comportar como traficantes e demarcar território a facadas. 


Gosto de gatos. Bem, se você já me visitou, certamente sabe disso. Eram quatro, viraram nove e hoje são cinco. Até ontem eram seis.
Menos um. Sempre menos um. A vida é engraçada, sabe? É como na música 'Cartão Postal': Alguém se despede para outro alguém chegar. E é verdade. Sempre que minha gata engravida um gato da casa morre. Normalmente em circunstâncias brutais. Pedreiros metem picaretas na cabeça por acidente, um galho cai e arrasta o gato pra uma queda de seis metros onde ele termina sendo esmagado por uma grade de 20 kg... Coisas simples.
Dessa vez, entretanto, foi outro gato, numa disputa pela fêmea da casa. O gato xodó da casa teve o intestino rasgado violentamente numa briga com um preto de rua. Madame satã teria com inveja da ferocidade de seu colega de cor.
Não foi uma cena bonita encontrá-lo caído no chão envolto em sangue e fezes, mas como se espera dos gatos, com sete vidas, uma ainda sobraria e o teríamos por mais uns anos. Não tivemos. Chega a ser estranho imaginar que já havíamos achado esse gato esmagado de baixo da cama e que três dias depois, lá estava ele correndo pelo terreno. O bichinho era Die Hard. Era.
Sua sobrevida durou duas semanas , mas o ódio permanece. Não sou uma pessoa dada a muitas emoções... Ultimamente, em segredo para não ferir a veia Jesuíta da patroa, tenho andado com um saco de lixo na mão e uma marreta na outra. Nunca se sabe qual gato vou encontrar, né? Quinze dias com um gato definhando por causa de outro dão o tom de uma raiva impar.
Sou prático e frio. Aqui já foi um antro de cães. Dois deles morreram. Um deles, joguei no lixo e o outro, que não coube no saco, tive de dar um jeito para que ele coubesse.
Cães... Animais que o inquilino deixou e poderiam ter sido banidos daqui. Um deles, virou sinal de fraqueza contra um antagonista e eu resolvi deixar os dois pra lá. Todos gostam de dar pitacos no quintal dos outros, mês ninguém entra pra cuidar. Se o bicho definha, é a vida. Eco hipócritas.
Ninguém cuidou dos meus gatos, só eu... E um deles fugiu, mas voltou porque aqui era bom. (risos)
O problema foi que outros vieram com ele. Entre eles, o que começou a cercar a minha fêmea.
Animais, como os humanos, tem instintos ruins. Não são todos, mas alguns têm o prazer quase humano de ferir o próximo. E meu quintal virou um gueto disputado por gangues de diferentes cores. E a primeira vítima foi feita, num ataque traiçoeiro pelas costas.
Nesta casa, gatos e sacos de todas as cores se entenderam. Quase todas... Nada laranja entrou em qualquer saco. Seja ele preto ou azul. Eu tentei encontrá-lo, mas gatos, estas criaturas que escolhem lugares isolados para morrer, desaparecem no meu terreno.
Fica a saudade e a certeza de que fizemos tudo que estava ao nosso alcance, mesmo depois do paciente ter sido desenganado.

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Sobre relacionamentos

Não sou entusiasta de relacionamentos fixos, mas dependendo da pessoa, é um preço a se pagar para que ela não desapareça.
Morar junto é uma arte que poucos conseguem mestrear. Confesso que não sou um desses santos, afinal...  Duas tentativas e um desastre depois eu continuo tentando entender o que não ofende o sexo oposto e o quanto é necessário se limitar para mantes bons relacionamentos. Bons relacionamentos ou escolhas erradas? Afinal, se não é com os opostos que nos sentimos bem, a frase é só mais um bordão conformista.
Opostos eram atraentes porque havia uma diferença de comportamentos, metas e vontades entre os sexos. Bem, estamos em 2010, as mulheres se liberaram, mas  a não ser quando e onde nos convém, continuamos querendo que elas se comportem como antes.
Nas minhas muitas perolas em papos com amigos, comentei que mulheres espelham as mães e avós, enquanto homens continuam o que sempre foram. E esse é o grande problema dos relacionamentos longilíneos: A frivolidade masculina. Raros são os que não querem experimentar outros sabores e raras são as mulheres que não tem todas as opções da sorveteria a sua disposição (se quiserem), mas que se limitam quando estão num relacionamento. Homens limitados, mulheres castradas, casais que traem felizes para sempre.
Precisa ser assim? Claro que não. Existem pessoas felizes com o formato. Pessoas que fazem do relacionamento um tipo de Champion Watch, que muda todo o tempo para satisfazê-los. Vivo, sem neuras e sem necessidade de olhar para o lado. A minoria satisfeita que achou o que realmente procurava ou que soube transformar a coisa num “nós” gostoso.
São esses casais que todos gostariam de ser que mantém a fé dos poucos que acham este formato possível. Apesar de todas as diferenças enfadonhas, mentalidade do tempo da avó, das carências desgraçadamente sufocantes e de briguinhas devido a uma falsa compreensão conveniente.
Hoje em dia, só os co-dependentes (e os espertos) são entusiastas deste formato, pois podem ter alguém o tempo todo para servir de espelho das suas neuroses. Alguém que apesar da total falta de afinidades tentarão mudar até a pessoa perder a identidade e se tornar um genérico satisfatório num relacionamento que poderia ser com qualquer outra pessoa.

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Take it or leave it? Well...

Estou desistindo do Rio.
Nunca gostei daqui, mas é onde eu nasci e sempre vi como um lugar pra se voltar. Será mesmo?
O fato de ter algo na cidade/estado não implica no fato de eu ter de morar aqui e o fato de eu ter todos os tipos de amigos não implica que eu goste de vários ambientes.
Confesso que é no Rio que meu lado humano aflora, pois gostaria de fazer o que um infeliz pedante chamou de “Assistencialismo”, mas também não acredito que a cidade/estado vá evoluir só por causa de dois eventos mundiais  que ocorrerão daqui há  quase uma década.
Quero sair do Rio, sim... Mas não pelos motivos dados por uma amiga minha, que é euroentusiasta ou pelos de minha mulher, que odeia grandes cidades como o Rio. Sou cosmopolita, sem delírios. Penso numa evolução merecida, em sair de uma zona de guerra e não precisar mais ouvir tiros nem ter cuidado na rua, onde evito a todo custo de andar com relógios, celulares mais caros e aparelhos eletrônicos. Preciso da paz de saber que minha casa nunca será roubada, me obrigando e que por isso, não serei obrigado a recomeçar tudo do zero mais uma vez.
Sei que tem pessoas maravilhosas e bem-intencionadas lutando por suas vidas da maneira que conseguem nos lugares que temo e quero evitar, mas também sei que é o meu direito querer olhar pra cima e não para baixo.
Eu mereço mais! E esta não é uma frase soberba, principalmente pode ser de alguém cansado de “dar murro em ponta de faca”. Se a felicidade existe, buscá-la é um direito. A menos que você sofra de “Síndrome de Estocolmo” e tenha um algoz extremamente competente nas funções extracurriculares.
Cada um tem conceitos bem pessoais do que é “certo”. Este é o meu. Se incomoda, não posso fazer nada. Alguns também me incomodam e eu tenho de entrar mudo e sair calado. É a minha vida pessoal, o único cômodo da casa que não aceita intrometidos.
Não pretendo romper os poucos laços de amizade que tenho, mas também sei que todos estão tão pulverizados que podemos até nos tornar vizinhos de alguns.
É só uma questão de tempo.
Rio? Já deu!

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Eu não tenho postura...

Tai uma coisa que você ouve e fica puto, mas de quem veio me controlei pra não rir.Cabeça de cliente e bunda de bebê são os dois maiores mistérios da natureza.
O curioso, é que dias antes eu parei pra conversar sobre o código de vestuário.  Formatei minha imagem para lidar com artistas e com clientes da classe média baixa. Preciso transitar em diversos ambientes sem ser assaltado ou confundido com qualquer outra coisa. E esse é o ponto que certas pessoas não entendem. Mesmo aqueles que teriam a obrigação de fazer desse estudo um hábito diário.
Quem é o seu cliente, em que ambiente ele vive e como você pode deixá-lo mais a vontade com você? Já pensou nisso? Se o cara vai pagar as tuas contas... Claro, alguns não merecem essa consideração, mas você vai dar mesmo assim.
Suas roupas podem te tornar completamente acessível ou antipático ao ambiente fazendo com que  muitas incursões não rendam.  E é essa diferença entre o popular e o desastre de mídia que algumas pessoas não entendem. 
Você precisa saber o que vestir e aonde. Se você quer chamar atenção ou passar despercebido. Se aquele público rende mais com alguém próximo ou se a empáfia vai gerar melhor resultado.
Existem lugares em que você rende mais indo de Armani ou La Croix, entretanto, em outros, se você for simplesmente limpo, mas popular terá total aceitação da pessoa, que se sentirá mais a vontade e próximo de alguém “comum” do que com um engravatado presunçoso. Intimida o seu público alvo. Claro, se você chamar mais atenção do que pretende, só ególatras e alpinistas sociais vão se aproximar.
 Se este for o seu público, parabéns!  Você conseguiu o que queria.
Da mesma forma que você precisa adaptar sua linguagem ao público. Num país de semianalfabetos, você precisa dominar a linguagem oral. Dedique  parte de sua pesquisa de marketing pessoal a isso. Se eles não entenderem sua linguagem não vai ter roupa de pobre que te salve. Se adequar ao público é uma arte que poucas pessoas praticam por ainda estarem presas a conceitos antiquados.  
Sabe o que é divertido? As pessoas falam muito de terno. Ele deve ser seu curinga, relegado apenas a situações específicas. O Eike Batista não usa terno o tempo todo, caceta! O “fato” (terno) foi uniforme de adultos e crianças ricas e pobres até os anos 40/50, a imagem ficou na cabeça de nossas avós que passaram para nossos pais, que deram a descarga e tudo caiu na nossa cabeça.
No mundo moderno, cada grupo tem seu código de vestimenta. E você é obrigado a criar um termo médio entre você e eles se quiser transitar naquele núcleo. Ainda mais se você quiser desaparecer na multidão e compreender o padrão local. Você precisa despir do ego e da imposição cultural.
Seja um camaleão, camufle-se e aproveite tudo que todos os mundos têm pra te oferecer ou cometa um belo erro de paralaxe e só faça contatos entre aqueles que considerar seus pares só para descobrir que somos todos diferentes.
Se a pessoa que me disse isso tivesse entendido que me formatei para lidar com ele e para me tornar mais acessível ao mundo em que ele transitava e às vaidades dele teria deixado essa passar em branco.

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Alucinações urbanas

Tem coisas que só acontecem, você não precisa acreditar.
Estava voltando da casa de um casal de amigos numa Kombi apertada e morrendo de dor depois de um dia que começou complicado. Dor, muita dor! Ao lado, na frente e em todos os lugares, um garoto sem educação gritava. Na minha frente, ela. Confesso que não prestei muita atenção nela. Dor, enjoos e como sempre... Perdido.
É vergonhoso ser o andarilho que se perde, mas sou o perdido sortudo. Dizem por ai que negro é a minha cor. Negro como as asas da graúna.  Uma frase batida, mas sincera, um sorriso, um pequeno Oasis de simpatia.
“Como é bom ver um carioca simpático.” – Comentei sorrindo – “Obrigado”.
Outro sorriso. Poderia significar uma ou outra coisa, mas confesso que pra mim, era só a saída dali. Ficar “desperdido” graças à carioca simpática.
Tem coisas que só acontecem nos subúrbios onde as pessoas não tem a frieza das grandes cidades. Gente que sempre me surpreende por ser mais evoluída que eu. Não é que ela me fez companhia?
 “Olha...” – Disse sorridente enquanto atravessava uma pista perigosíssima para me levar ao metrô – “Eu moro aqui, mas vou te levar lá porque é sempre bom ajudar alguém”.
E foi o que ela fez. Falamos sobre ratos, baratas que fogem tanto das mulheres quanto as mulheres delas e nos despedimos.
E depois disso, virou só mais uma lembrança.
Uma alucinação urbana. 

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Ainda na linha de transmissões “R.I.P”...

Ainda na linha de transmissões “R.I.P”...

Estou vendo o “Saia Justa”. O programa, exibido em 2008 é um crossover com o Manhattan Connection.

Particularmente não gostava do programa, mas nada que justifique uma demissão por telefone. Respeito é algo que se perdeu no Brasil do final do primeiro milênio e no segundo, estamos procurando nos lugares errados.

O programa veio no rastro de Sex and The City e nos diferentes formatos apresentou diferentes questionamentos pertinentes não apenas ao universo feminino. Mesmo no derradeiro, onde as quatro apresentadoras pareciam turistas da realidade de tão doidas. Se bem que apesar da alta percepção, a pessoa que me disse essa frase se acharia na bancada do programa.

Num momento em que a simplificação do Fox Life demonstra um regresso aos valores dos anos 50/ 60, com programas dedicados à mulher que cozinha e precisa satisfazer ao marido apesar de ter uma segunda jornada, ginocratas histéricas não emplacam. São lembranças de um momento social mais atribulado e permissivo. Fantasmas de uma máquina que depende tanto do público quanto dos conceitos que os donos das mídias quiserem pulverizar neste ou naquele momento.

Transgressões a parte, a grande verdade é que se você parar pra ler as colunas femininas, as perguntas continuam as mesmas. Apesar de todo o bombardeio pseudo libertário, a base permanece. As dúvidas de sempre ganham um plus, pois as mulheres estão apinhadas de informações que sequer compreendem e tentam lidar com elas da melhor maneira possível. Em meio a tantas sanções, a nova mulher não tem identidade definida, perdida entre a histeria pós menopausa do “Saia Justa”, a “Cozinha Maravilhosa de Ofélia” e a Preta Gil.
Existe uma grande diferença entre querer e poder, que se perde nas entrelinhas das “pimentas' dessa sopa: O erotismo. Servido tanto como paliativo quanto como Prozac social, ele – em suas diferentes formas – ganha cada vez mais espaço numa mídia que jamais o assumirá como bandeira. Vide a Preta Gil, que apresenta o “Vai e Vem”, um programa tão artificial que nem a apresentadora se empolga, quanto mais o público.
O reflexo desse “prende e solta” são as explosões de libido quase sociopatas que temos visto, onde as mulheres podem nem ter o prazer, mas demonstram e exercem sua liberdade. As mais inteligentes demonstram que pensam e sentem apenas para os mais próximos.

É, o mundo mudou, mudou e voltou pro mesmo lugar. E as diferenças são varridas pra debaixo do tapete  pra tudo continuar bonitinho. Se o “Saia Justa” fosse estrangeiro voltaria no cinema. O Sex And The City tai ai pra provar.
In Botox and Viagra we trust! Mas não na Tv e nem vendendo conceitos.

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    About Me

    Minha foto

    Sou Alexandre D’Assumpção. Roteirista, letrista, escritor, fotografo, professor de roteiros para quadrinhos TV e Cinema e Podcaster. Quando ninguém está olhando ainda brinco de assistente de direção e locutor amador.  Por motivos nada nostálgicos, evito a frase: Pau pra toda obra, mas o conceito me serve.

    Participei de fanzines de 1988 a 2000 (O Covil e Ponto de Fuga foram os mais constantes, mas já fiz outros). Quando resolvi seguir carreira solo acabei sendo Ghost Writer de vários projetos que infelizmente nunca poderei divulgar. Atuei como revisor de narrativa e tradutor de outros e ainda me envolvi com o Estúdio Tony Carson, um dos primeiros a negociar artistas nacionais para a Europa. O sonho do álbum belga não deu muito certo, mas esta miséria teve muitas companhias. Muitos da nossa geração caíram nessa.  Em 1998 publiquei crônicas no jornal online B Connection. Em 2001, as crônicas se tornaram um blog que foi descontinuado em 2008. Sou inquieto e queria novos desafios.

     Em 1999, produzi o livro independente Lilith. Entre 2007/8 redigi editorias motivacionais para o Jornal do Comércio de Itaperuna.  Kátia Libório, minha parceira na música O Rosa Oculto, era uma das donas.  Sou um membro errante do movimento multimídia Multiverso e escrevi a música Cânhamo, que foi gravada por Chico Mallagucchi. De 2002-2006, desenvolvi vários conceitos e roteiros para o personagem The Scarab do desenhista Stefanni Renée que seria negociado com editoras do exterior. Em 2007/8 fui roteirista de duas histórias curtas da Zona Zen de Nestablo Ramos Neto, além de ter feito o roteiro de uma das duas partes do encontro de Crazy Mary de Alessandro Scrigolli com o Escorpião de Prata de Eloyr Pacheco.  Em 2013 repeti a parceria com Nestablo no álbum Histórias da Bíblia – Adão e Eva. Desde 2014 ministro a Oficina de HQ Digital no Colégio Minas Gerais e participo do Coletivo NCT – NOVOS CLÁSSICOS DO TERROR. Em 2015 entrei para o coletivo Casa do Medo e comecei a dar aulas de roteiro no IP Studio.  Como membro da Casa do Medo participei do projeto Paixão de Ler da Prefeitura do Rio de Janeiro e fui um os contistas do livro Rio: Cidade do Terror e do Medo, publicado pela editora Guardião. Além disso, sou um dos redatores do site Impulso HQ e ofereço projetos de oficinas pela minha empresa, a Iniciativa Gambate.

     A verdade é que independente dos dissabores que me levaram a tentar os famosos trabalhos de adulto, a cultura Pop é a mais sedutora de todas as putas. Sempre há histórias que precisam ser contadas. E é quando ela me puxa de volta ao seu mundo.  Feliz ou infelizmente, estou mais velho e seletivo quanto aos projetos. Prefiro os pagos, mas aceito propostas interessantes, diferentes e desafiadoras. Sou um contador de histórias e participo daquilo que tiver afinidade.  Não compro lutas, principalmente as que não me levarem pra frente.  Discursos ideológicos, filosóficos ou de vítima saíram de moda com a queda da ditadura.  Sou um homem com mais quarenta vivendo perto do fim da segunda década dos anos 2000 e minha prioridade é pagar as contas.

    Bem, este sou eu. Quem é você?

Este é o Sumpa sabe. Não quero ser seu amigo, só que você leia e pense. Se algo do que eu digo te incomodar o problema é seu, você veio porque quis. Agora, se as idéias te tocarem... Podemos conversar a respeito.

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